
Confesso que vivi - Pablo Neruda.
Este livro, sua autobiografia, entrou na minha vida aos 16 anos, pelas mãos do meu primeiro namorado.
O mundo e a poesia se mostravam para mim pelo olhar de Neruda.
Ao mesmo tempo, fui incentivada a ler, Garcia Marquez : O amor nos tempos do cólera...
Desses encontros, na minha adolescência, ficou a certeza de que o Amor era o sentimento mais generoso, completo e perfeito que existia; e que o queria sempre presente na minha vida.
E assim foi e assim tem sido.
O Amor pela minha família, amizades... sempre no meu coração.
O Amor romântico e eterno...sempre como vivência e objetivo.
Quando não estou amando, estou buscando amar.
A falta de amor é insuportável, imperdoável, um lapso, um corte, um vazio.
Sofremos tanto pela falta do Amor que idolatramos e lamentamos a perda do último que passou.
O meu primeiro Amor foi real e perfeito.
Todos os outros amores foram variações deste:
Algumas vezes real e imperfeito, outras vezes irreal e perfeito; muitas vezes imperfeito e irreal; e alguns momentos real e perfeito novamente.
Enfim...
Este livro, sua autobiografia, entrou na minha vida aos 16 anos, pelas mãos do meu primeiro namorado.
O mundo e a poesia se mostravam para mim pelo olhar de Neruda.
Ao mesmo tempo, fui incentivada a ler, Garcia Marquez : O amor nos tempos do cólera...
Desses encontros, na minha adolescência, ficou a certeza de que o Amor era o sentimento mais generoso, completo e perfeito que existia; e que o queria sempre presente na minha vida.
E assim foi e assim tem sido.
O Amor pela minha família, amizades... sempre no meu coração.
O Amor romântico e eterno...sempre como vivência e objetivo.
Quando não estou amando, estou buscando amar.
A falta de amor é insuportável, imperdoável, um lapso, um corte, um vazio.
Sofremos tanto pela falta do Amor que idolatramos e lamentamos a perda do último que passou.
O meu primeiro Amor foi real e perfeito.
Todos os outros amores foram variações deste:
Algumas vezes real e imperfeito, outras vezes irreal e perfeito; muitas vezes imperfeito e irreal; e alguns momentos real e perfeito novamente.
Enfim...
Como diria Neruda:
"Confesso que vivi..."
Por Amor,
"Confesso que vivi..."
Por Amor,
Pelo Amor e
Com Amor.
Um pouco do Poeta:
Um pouco do Poeta:
"Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim.
A segunda é ver o outono.
A terceira é o grave inverno.
Em quarto lugar o verão.
A quinta coisa são teus olhos.
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando."
"Tira-me o pão,
se quiseres,tira-me o ar,
mas não me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
mas não me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera , amor,
quero teu riso comoa flor que esperava,
a flor azul, a rosa
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera , amor,
quero teu riso comoa flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria."
"Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono."
"Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria."
"Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono."
"Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.
Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.
Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.
Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo.
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade."
"É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te veste
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.
Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.
Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo.
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade."
"É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te veste
se como arranjas
os cabelos e como a tua boca sorri,
ágil como a água
os cabelos e como a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro."
"Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro."
"Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo. "
"Dois...Apenas dois.
Dois seres...
Dois objetos patéticos.
Cursos paralelos
Frente a frente...
...Sempre...
...A se olharem...
Pensar talvez:
“Paralelos que se encontram no infinito...”
No entanto sós por enquanto.
Eternamente dois apenas."
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo. "
"Dois...Apenas dois.
Dois seres...
Dois objetos patéticos.
Cursos paralelos
Frente a frente...
...Sempre...
...A se olharem...
Pensar talvez:
“Paralelos que se encontram no infinito...”
No entanto sós por enquanto.
Eternamente dois apenas."
Referências:
Cien sonetos de amor. Santiago, Ed. Universitaria, 1959.
Confieso que he vivido. Memorias. Barcelona, Seix Barral, 1974. (autobiografía)
Todo el amor. Santiago, Nascimento, 1953.

3 comentários:
ai, vc não tem noção de como amo neruda!
de como as palavras dele parecem música para mim...conhecimais cedo um pouquinho, aos 14, com um livro que tinha alguns de seus poemas, logo comprei, acho que na primeira feira do livro, uma antologia bilingue, linda!
meu poeta predileto, seguido de perto pela cecília meireles...
bjs
Ele é realmente maravilhoso...
bjs
amiga,
passa lá no
http://minicontosperversos.blogspot.com/
idéia ótima pro dia dos namorados.
no meu blog tem uns carto~ezinhos simpáticos tb!
bj
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