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"Minha alma se parece ao mar: tem ondas e tempestades; mas nas suas profundidades muitas perólas se hão de encontrar." Heinrich Heine - poeta alemão

quarta-feira, 18 de junho de 2008

A arte de viver


Será possível?
Será que existe uma receita para viver bem e ser feliz?
A vida anda tão maluca que nos deixamos levar, literalmente, pelo trânsito insuportável, pelo stress das relações pessoais e profissionais, pelo custo de vida, pelas pressões que nos impomos, enfim...ufa!!
As soluções comuns para conviver com tudo isso estão nos consultórios psiquiátricos, terapias holísticas, homeopatia, alopatia, farmácias etc.
Eu passei por todas elas. Da pílula milagrosa à regressão espiritual. Conhecê-las foi muito bom para perceber os caminhos que a sociedade ocidental encontrou para se "curar", seguindo os preceitos capitalistas do custo/benefício: quanto mais caro, melhor. Será?
Estava tão envolvida e distraída com a busca que nem percebi que a "cura", como já sabemos, estava dentro de mim. Porém, como achá-la? Como entendê-la?
Na minha pós-adolescência li um livro muito interessante do W. Somerset Maugham - O fio da navalha - que conta a história de um inglês que descobre "os caminhos da libertação" por meio de práticas orientais como o auto-conhecimento e a meditação.
Influenciada pelo livro e pela curiosidade, fiz alguns cursos na época, e por alguns anos pratiquei a meditação Brahma Kumaris. Tormei-me vegetariana, entendi que tudo na vida é inexoravelmente transitório e insaciável; e diante dessas certezas, vivi em paz e felicidade durante um tempo (tudo bem que a idade ajudava bastante..rsrsrs).

Porém, não fui disciplinada o suficiente, então, deixei as loucuras da vida, suas tensões e cobranças me engolirem novamente. Voltei ao velho ciclo ocidental da busca pela "cura": terapia-medicação-dinheiro, muito dinheiro.
Hoje, estou olhando para o Oriente novamente, voltando para o velho "caminho do meio" citando tantas vezes por Buddah, nada de hedonismo nem ascetismo, através da meditação promovemos o auto-conhecimento, a compreensão da nossa mente e seus condicionamentos, moradia de todos os nossos problemas.

Não é fácil, pois exige disciplina e dedicação, mas é efetivo.
A técnica de meditação é outra, a Vipassana, ela concentra-se na observação da respiração e das sensações motivadas pelos pensamentos e tensões. "Tudo é uma questão de manter: a mente quieta, a espinha ereta, o coração tranquilo" ; e observar, contemplar e tentar se compreender.
Fácil? De jeito nenhum. É tão difícil que muitas pessoas desistem e voltam para as soluções mágicas.
Eu estou tentando... só de estar de volta a esse caminho já me causa um bem estar enorme. Recomendo: Meditação como princípio, exercício e prática!! Para uma vida tranqüila e feliz.

Namastê!

Cynthia junho/2008
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"Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo." Buddha

"O Eu é o mestre do eu . Que outro mestre poderia existir? Tudo existe , é um dos extremos.Nada existe é o outro extremo.Devemos sempre nos manter afastados desses dois extremos, e seguir o Caminho do Meio." Buddha

(Nemastê: "saudação reverencial ao seu eu interior", ou "o deus que há em mim saúda o deus que há em ti").

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Mas informações sobre a meditação Vipassana:
http://www.dhamma.org/pt/art.shtml

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